Arquivo para people marketing

Um milhão de consultoras

Postado em Principal com as tags , , em Outubro 21, 2009, Quarta-feira, 08:56, por Luiz Santiago

NaturaDestaque do jornal Valor Econômico desta quarta-feira: Natura está presente em mais de 50% dos lares brasileiros, em pesquisa que compreende junho de 2008 a junho de 2009. A força de vendas da empresa alcançou também um número para lá de significativo na semana passada: mais de 1 milhão de consultoras, sendo 85,1% atuantes no Brasil.

“O plano de alocar 8 mil consultoras, como a empresa chama suas vendedoras, e dar a elas a missão de recrutar e treinar mais mulheres trouxe crescimento”, revela a reportagem. De pessoas para pessoas… É assim que se cresce.

Para conferir a reportagem, clique aqui.

O que você vai ser quando crescer?

Postado em Principal com as tags , , , em Outubro 10, 2009, Sábado, 14:54, por Luiz Santiago

Nesta semana em que a empresa onde trabalho, uma fundação, virou notícia por desvio de verbas praticado por funcionários à época, entre 2006 e 2008, quero, como profissional de Comunicação e Marketing, evidenciar alguns fatos. Aproveito meu blog, que atualiza algumas outras redes das quais participo, para isso.

Não é novidade para ninguém que desenvolver um processo de comunicação transparente faz toda a diferença para uma organização. Trabalhar nesse sentido foi a condição que me levou a essa fundação, em 2006. Estou absolutamente seguro que uma área de Comunicação estruturada tem como propósito facilitar o diálogo entre diferentes públicos, dar visibilidade às atividades de uma empresa, contribuir na geração de negócios e estimular o aperfeiçoamento de processos internos. Em decorrência disso, fatos bons ou ruins vão sempre aparecer, naturalmente.

A ocorrência à qual me refiro, divulgada na imprensa nesta semana, inicialmente pela Folha de S. Paulo, foi baseada em uma ação civil pública protocolada recentemente pelo Ministério Público, após procedimentos internos adotados pela diretoria da fundação, que incluíram uma sindicância interna e o trabalho de duas auditorias externas para investigar o desvio de verbas, em um montante de 5,4 milhões de reais. O problema, identificado em 2008, início do biênio de uma nova gestão (2008-2009), passou a ser tratado automaticamente, com a atenção e as providências necessárias.

Que bom seria se notícias negativas não existissem, como essa que envolveu ex-funcionários; é o que todas as empresas desejam, pois consideram não ser bom para a sua imagem. Por outro lado, como no caso que relato, foi só uma demonstração de que uma fragilidade nunca deve ser ignorada e, sim, corrigida e eliminada. Nenhum processo tem condições de dar certo se a comunicação é falha. Melhorar a comunicação de uma empresa significa, entre outros fatores, reconhecer as suas falhas e eliminá-las, dando espaço a um novo capítulo em sua história. Gerir uma crise é também oportunidade de aprendizado, de reconhecer que ainda há muito por fazer.

Como mencionei, a notícia sobre o desvio se tornou pública a partir da divulgação iniciada pela Folha. E, neste caso, da forma como toda a imprensa deveria fazer. Fomos procurados e ouvidos. Dedicamos a atenção necessária, subsidiando o repórter com informações que tornassem à opinião pública mais claros os fatos relatados. Cumprimos o que era nosso dever.

A comunicação, como normalmente afirmo, é de responsabilidade de todos – e não deve ficar somente restrita a um grupo de profissionais dessa área. Ter profissionais para fazer a gestão da comunicação, entretanto, deveria ocorrer no nascimento de toda empresa. Instituições e empresas passaram a dar maior importância a esse fato em décadas mais recentes, pois antes davam apenas “relevância” à comunicação para cumprimento de seus objetivos, normalmente mercadológicos e bem menos institucionais.

Estou certo que, assim como os demais funcionários da instituição a que me refiro, temos nos esforçado para aperfeiçoar processos e procedimentos e afirmar que somos bastante profissionais e éticos em nossas relações. E é com base nesse mesmo profissionalismo e postura ética que escolheremos nossos caminhos e tomaremos importantes decisões em nossas vidas.

Blogs: exercício permanente

Postado em Principal com as tags , , , em Outubro 3, 2009, Sábado, 00:55, por Luiz Santiago

Blogs CPG

Os blogs listados abaixo foram produzidos por alunos do curso “Criação e Produção Gráfica” da Universidade Cidade de São Paulo, no módulo Cultura e Sociedade. A fase atual do projeto é a capital paulista retratada em cada blog com temática voltada à  sociedade e à cultura.

- Além do Park
- Baladas Eletrônicas
- De Olho no Trânsito SP
- Mercadão SP
- Nordeste Sampa
- Superação

Por falar em blogs, no dia 1º estive presente em um café da manhã relacionado a este tema também:

Café da manhã "Pão com Manteiga", na KlaumonForma, 1º/10/2009

Clique aqui para conhecer o registro.

Fidelidade existe?

Postado em Principal com as tags , , em Setembro 29, 2009, Terça-feira, 11:17, por Luiz Santiago

Há alguns meses, discuti com um colega de trabalho se a fidelidade do cliente com uma empresa ou marca realmente existe. Foi uma longa discussão.  Lembro de haver comentado: “ofereça uma melhor vantagem a esse cliente e perceba se ele se mantém fiel àquela outra marca”. Possivelmente, ele terá uma relação momentânea com a marca que o seduziu, aceitará conhecê-la, mas não deverá, a princípio, deixar de ser cliente da primeira marca.

E para você, fidelidade à marca é algo real ou estamos falando apenas de um bom relacionamento com o cliente?

Quase real

Postado em Principal com as tags , , , em Agosto 23, 2009, Domingo, 21:02, por Luiz Santiago

Reprodução: Jornal da Globo, 20/8/2009

Na semana passada, uma das colunas do Jornal da Globo trouxe uma reportagem sobre a telepresença. Essa tecnologia, embora não seja tão recente, já é largamente usada em grandes corporações e transmite de diferentes pontos do mundo a “participação” de executivos em uma única sala, em simulação a uma espécie de videoconferência. O diferencial é a sensação quase real de que os participantes estão sentados à mesma mesa.

Nessa reportagem, há também outro enfoque para a holografia, apresentada como uma estrela da nova geração das tecnologias de comunicação. Dois executivos parecem até dividir o mesmo palco, presencialmente. Um interage por holografia, nos Estados Unidos, enquanto o outro está de fato presente no palco, porém na Índia. Tanto a telepresença quanto a holografia são importantes tecnologias  para apoiar a discussão de assuntos estratégicos ou encontros que estejam relacionados ao futuro das corporações e das pessoas. O fundamental, claro, é que os resultados sejam percebidos no mundo real.

Para conferir: http://migre.me/5I1j.

Se a regra não é clara…

Postado em Principal com as tags , , em Julho 12, 2009, Domingo, 15:57, por Luiz Santiago

Existem limites para o acesso à Internet nas empresas? Claro que sim. Regras são aplicáveis a qualquer ferramenta que a organização coloque à disposição de seus funcionários a fim de que cumpram o que está em seu contrato de trabalho.

É necessário observar, entretanto, que as regras, além de gerais, precisam ser específicas a um ou a outro grupo de funcionários. A tomar como exemplo uma área de Marketing. Como poderia uma equipe, hoje, buscar subsídios para parte de suas atividades, sem acesso livre à web? Do simples monitoramento da concorrência a estudos sobre a presença da marca em redes sociais, são diversos os motivos.

People Marketing

Poucas décadas atrás, todos sobreviviam sem o uso da Internet, mas é fato que os tempos são outros e as respostas para o mercado tendem a ser sempre mais rápidas. Regras são necessárias e precisam ser respeitadas, mas não devem ser as limitadoras das ações dos profissionais dentro das organizações. Cada área precisa manifestar – e até comprovar, se for o caso – por que é importante e necessário acessar determinados sites. Lamentavelmente, algumas empresas ainda utilizam sistemas antigos que apenas bloqueiam acessos por categorias inteiras, como esporte, diversão e bate-papo, entre outras. Basta uma palavra-chave estar dentro dessas categorias e lá vem o aviso de “acesso não permitido”.

Pretende-se, afinal, inibir o trabalhador no uso indevido das ferramentas ou evitar que desperdice seu tempo contratual? Para variar, as regras nem sempre são estabelecidas claramente e, por isso, a sua comunicação pode ser prejudicada. Funcionários não apertam só parafusos; eles sabem por que apertam parafusos. Em resumo, são pessoas. Por conseqüência, dotadas de inteligência. Ouvi-las sobre regras, já existentes ou a serem estabelecidas, pode contribuir no entendimento de seu trabalho, o que dá uma melhor oportunidade de aperfeiçoamento de toda a organização.

Equilíbrio
O estabelecimento de regras, para acesso à Internet ou com outros fins, jamais deve ficar restrito aos cuidados de uma única área. Empresas mais experientes organizam comitês, que são guardiães para essas regras, e revisam periodicamente os procedimentos. A participação de áreas, como Recursos Humanos, parceiras estratégicas de apoio aos negócios, é sempre fundamental para contribuir no apontamento de exageros ou mesmo advertir na falta de definições de regras específicas para grupos. Depois, para que não haja interpretações equivocadas, deve-se divulgar claramente por que para uns o nível de acesso é o avançado e para outros é o básico. A relação é sempre com a atividade de cada colaborador no contexto amplo de sua contribuição para os resultados da empresa.

Blog Corporativo

Postado em Principal com as tags , , em Junho 24, 2009, Quarta-feira, 22:20, por Luiz Santiago

13º Congresso Anual de Comunicação Interna - IBC Informa Group - Blog Corporativo, c/ Luiz Santiago

Palestrei neste dia 24/6, quarta-feira, no 13º Congresso Anual de Comunicação Interna. Um superabraço a todos os que estiveram presentes e um agradecimento especial ao Vinicius Gouveia, que me acompanhou. A apresentação está disponível para os participantes a partir de login e senha enviados pela IBC, organizadora do evento. As referências a autores constam na própria tela do PPT. O arquivo é original, tal como foi utilizado no encontro.

Em posts anteriores, comentei sobre dois dos três livros que recomendei. O outro livro é o  ”Blog Corporativo” do Fábio Cipriani (Novatec Editora), altamente recomendado para quem quer conhecer em profundidade este assunto. Em meu “Blogroll”, ao lado, tem o site do livro.

Caso alguém queira compartilhar alguma ideia a respeito da apresentação de hoje ou esclarecer alguma dúvida, é só dizer. O tempo de exposição, com sabemos, é sempre curto. O objetivo da palestra era contextualizar a importância do blog corporativo e redes sociais e permitir reflexões sobre o possível uso dessa ferramenta nas empresas.

Obrigado mais uma vez pela oportunidade.

Comunicação de Relacionamento

Postado em Principal com as tags , , em Junho 21, 2009, Domingo, 20:37, por Luiz Santiago

Treinamento para a equipe de Operações de Ensino - 2º dia (Fundação Vanzolini) 

Na semana que passou, tive a oportunidade de ministrar um treinamento para uma grande equipe que atua na área educacional. Foram  turmas distintas, em dias também diferentes, já que era necessário cumprirmos uma carga diária de 8 horas. Dei ao programa o nome de “Comunicação de Relacionamento” e, aqui, descrevo um pouco dessa experiência.

O treinamento buscava contemplar a comunicação e seu entendimento no mundo corporativo, incluindo discussões sobre a definição de uma mensagem em um sistema de comunicação, a influência exercida sobre nós quando não temos uma opinião formada a respeito de um determinado assunto, além do estímulo à prática na interpretação livre de textos. Também foi possível identificarmos a importância de uma comunicação assertiva e os papéis de alguns comunicadores. O relacionamento propriamente dito é o olhar que devemos ter para o nosso exercício de comunicação com as pessoas, tanto no campo pessoal quanto no profissional, além dos desafios do  ”relacionar-se” a fatos, coisas ou situações. Uma empresa cresce quando as pessoas também crescem e participam.

Tive o privilégio de ter, nas três turmas presentes, pessoas altamente participativas, o que tornou o treinamento um encontro bastante dinâmico – e colaborou para o aperfeiçoamento do programa em turmas futuras. Importante destacar também a fundamental colaboração, em momentos distintos, dos profissionais de minha equipe com os quais tenho o orgulho de trabalhar no dia-a-dia, que compartilharam seus conhecimentos com cada grupo, da mesma forma que ocorreu com os profissionais de RH da empresa responsável pelo projeto.

A todos, meus mais sinceros agradecimentos.

Por dentro das redes sociais

Postado em Principal com as tags , , em Junho 12, 2009, Sexta-Feira, 11:36, por Luiz Santiago
 
Redes Sociais na Internet (Raquel Recuero)  

Muitos que me acompanham aqui no blog se interessam por este tema. Fica, então, a dica do livro Redes Sociais na Internet, escrito pela Raquel Recuero, professora e pesquisadora em redes sociais, comunidades virtuais e mídia social.

Reproduzo o link que ela divulgou no Twitter hoje, onde há uma versão completa em PDF (40MB): http://www.redessociais.net/. Considero muito sensata essa forma de compartilhar conhecimento em vez de se privilegiar única e excluisvamente os chamados “direitos autorais”. 

Por uma questão de comodidade, os interessados podem adquirir a versão impressa, se assim o desejarem, no mesmo link que informei.

Comunicação sempre dá liga

Postado em Principal com as tags , , em Junho 1, 2009, Segunda-feira, 07:40, por Luiz Santiago

Núcleo Memória Empresarial - KlaumonForma

Este post é comemorativo por muitos motivos. Primeiro, porque tem como propósito registrar a marca, em 25 de junho próximo, de 60 edições do encontro de comunicação intitulado “Pão com Manteiga”, promovido regularmente pela equipe da KlaumonForma Comunicação. Trata-se, para os que não sabem, de uma agência com a qual tive a satisfação de trabalhar como parceiro por muitos anos.

Segundo, porque recebi um convite muito especial para estar presente nessa histórica edição de número 60, a ser realizada na sede da Aberje, em São Paulo. Digo especial porque vem da Claudia Cezaro Zanuso, João El Helou e Mônica Deliberato, sócios da agência e grandes amigos. Existe até um projeto deles a respeito de um livro comemorativo das 59 primeiras edições do “Pão com Manteiga” (ou 60, se assim preferirem) para o qual recebi também o simpático convite de escrever algumas linhas.

Outro motivo para comemorar é por saber do lançamento do Núcleo Memória Empresarial: “Ajuda a recuperar o passado, a organizar o presente e a planejar o futuro”, descreve o novo site. Sem dúvida, mais que celebrar uma data comemorativa nas empresas, esse novo serviço também contribui para promover alinhamentos estratégicos no ambiente corporativo. Afinal, não existe empresa sem história. E a história, como sabemos, é escrita pelas pessoas que ali trabalham. Creio que seja uma grande contribuição para que o resgate histórico corporativo seja também tratado adequadamente por profissionais de Comunicação e Marketing que se somam à competência dos demais profissionais de outras áreas.

Sucesso, portanto, aos amigos e aos profissinais envolvidos nesse novo projeto e  a todas as empresas que têm orgulho de contar e manter viva a sua história e a de seus colaboradores.

Reduzir sim, mas não cortar

Postado em Artigos e entrevistas, Principal com as tags , , em Maio 31, 2009, Domingo, 12:51, por Luiz Santiago
 Revista Fecomércio RS - Bens & Serviços   

 

 

 

 

A revista Fecomércio – Bens & Serviços publicou recentemente uma entrevista que concedi à Bianca Alighieri. Em tempos de crise, “Comunicar para vender”, título da matéria, ainda continua tendo forte sentido.

“Reduzir [investimentos] é parte da revisão da estratégia. Cortar é ter certeza que não havia nenhuma estratégia de negócios, o que favorece o fortalecimento da empresa concorrente”, afirmo.

Para ler, clique aqui.

Nexo é o que lhe falta?

Postado em Principal com as tags , em Maio 28, 2009, Quinta-feira, 12:38, por Luiz Santiago

“Hoje tem muitas pessoas diferentes numa empresa fazendo marketing. A área financeira faz relação com o investidor, o RH faz relação com o público interno, a área de produção faz pesquisa, design e o Marketing acaba fazendo só publicidade”. A frase é de Walter Longo, mentor de Estratégia e Inovação do Grupo Newcomm e vice-presidente da Young & Rubicam no Brasil em entrevista ao Portal  Mundo do Marketing.

Longo acaba de lançar o livro “O Marketing na era do nexo” (Editora Best Seller), com Zé Luiz Tavares. Muito oportuna uma passagem nessa matéria que menciona a falta de nexo que alguns gestores de Marketing costumam ter, provavelmente, por falta de estabelecerem conexão entre as estratégias e as ações propostas em Comunicação e Marketing. Eu diria que um gestor de Marketing que não consegue “ler” a empresa pelas pessoas que ali trabalham e a relação com os objetivos estratégicos da organização em seu mercado, dificilmente conseguirá fazer uma conexão correta com o mundo externo.

Em tempo: a reportagem é assinada pelo Bruno Mello.

Open source, código aberto

Postado em Principal com as tags , em Maio 15, 2009, Sexta-Feira, 09:52, por Luiz Santiago

Tux, o mascote do Linux

 

Falei no post anterior de colaboração on line e, aproveitando essa temática, vale lembrar que o sistema operacional Linux nada mais é do que o resultado de uma inteligente e bem-sucedida colaboração em rede. Na década de 90, o finlandês Linus Tolvards abriu, na Internet, o “código-fonte” do que viria a ser o Linux e programadores de software do mundo inteiro entraram neste processo colaborativo, aperfeiçoando o sistema.

Como utilizo o Windows XP e o problema que relatei anteriormente se deu em cima deste produto da Microsoft, confesso que tenho dúvidas se é um sistema realmente seguro na maior parte do tempo… Alguém pode compartilhar experiências com o Linux?

Sem vírus, sem crackers

Postado em Principal com as tags em Maio 11, 2009, Segunda-feira, 00:27, por Luiz Santiago

Sobre o post anterior, segue uma relação identificada em um arquivo removido após uma auditoria em minha máquina. Se você tem conta em algum desses bancos ou em outros (eu só tinha no Itaú, mas o cardápio veio mais completo) ou usa o provedor Locaweb, cuidado com seus acessos, pois os crackers mudam de endereço com muita velocidade. O certo é que, por segurança, não acessei em momento nenhum minha conta durante esse tempo em que o problema não estava resolvido. Por fim, agradeço pela colaboração on line que recebi.

Relação dos sites direcionados a uma página fraudulenta

Hackers são pessoas do bem. Os crackers não.

Postado em Principal com as tags , , , , em Maio 2, 2009, Sábado, 12:22, por Luiz Santiago

Entre outros exercícios de reflexão, o Dia do Trabalho, na sexta-feira, me levou a pensar sobre a prática daqueles que utilizam a rede para “infernizar” a vida dos pobres usuários do chamado sistema Internet Banking. A ilustração deste post mostra a tela que recebi ao tentar usar o Bankline do Itaú, no feriado. Apenas apaguei os números de minha agência e conta nessa imagem, pois imagino que ninguém queira fazer um depósito a meu favor…

Tela fraudulenta do Bankline - Banco Itaú

Achei tão estranha e, ao mesmo tempo, tão real a tela, que fui logo tratando de olhar o verso do meu cartão eletrônico, seguindo uma das primeiras instruções. A numeração sugerida, entretanto, não constava do layout do cartão. Por serem seis dígitos, quantidade similar à senha do cartão, imaginei se tratar de uma fraude e não digitei nada. Recorri ao telefone do serviço SOS do Itaú, desconsiderando o número de telefone exibido na tela supostamente fraudulenta.

Constatei que o telefone ali informado era de fato o correto. Ao relatar à atendente do banco o que havia ocorrido, fui informado que se tratava de uma tela de “hacker” e, portanto, era uma fraude. Orientaram-me a passar antivírus e tudo mais. Considero o programa de informação sobre segurança e alerta de fraudes do Itaú realmente muito bom. De qualquer forma, tenho antivírus “versão turbo”, módulos de segurança atualizadíssimos e mesmo assim os fraudadores ainda tentaram, sem sucesso, me “pegar”. Hoje, sábado, a tela persiste. Precisarei recorrer a algum técnico que “limpe” os códigos maliciosos ou vírus de minha máquina. Antes disso, nada de acesso.

Aproveito este post para também lembrar que esse tipo de ação fraudulenta não é praticada por hackers, como me disse a atendente do banco, e sim por crackers. Hackers são pessoas do bem. Contribuem no aperfeiçoamento dos sistemas de segurança, decifram códigos e antecipam possíveis transtornos que um sistema falho poderia causar aos usuários.

Já os crackers são a galera do mal. São aqueles que quebram um sistema de segurança de forma ilegal, tal como fizeram na tela que mencionei, invadem computadores. Não vou entrar em detalhes aqui, pois a Internet tem muita informação a respeito. Mas tratem hackers com o devido respeito, considerando que são aqueles que fazem o bom uso do conhecimento para aperfeiçoar softwares. Já os crackers, esses precisariam ser identificados e banidos da rede, em definitivo.

Reflexo da colaboração

Postado em Principal com as tags , em Abril 25, 2009, Sábado, 14:10, por Luiz Santiago

“Eu trabalho com um grupo de pessoas muito dedicadas (…). Aprendi trabalhando com assistentes (…) [a estar] aberto a sugestões (…). Lembro que saí do estúdio e quando voltei, eles tinham colocado todos os objetos semelhantes invertidos (…) funcionou incrivelmente (…). Eu não ia ter essa ideia”. Vik Muniz

Depois de acompanhar essas  falas durante uma entrevista veiculada no Programa do Jô, da TV Globo, no feriado do dia 21, resolvi registrar aqui o nome desse artista plástico, responsável por uma mostra que começou esta semana no Masp, com 131 obras (em 200 imagens) de seus 20 anos de carreira.

Vik Muniz emprega diversas técnicas em suas obras e inusitados materiais, como pasta de amendoim, chocolate líquido, geléia de morango, doce de leite, catchup e até lixo. Dificilmente você ainda não tenha ouvido falar dele. Lembra-se da capa do CD dos Tribalistas? Pois bem, eis o autor. Mas esse não é nem o único nem o mais importante trabalho de sua carreira.

Desenvolvendo sua arte em um grande galpão no Rio de Janeiro, o artista plástico, com a ajuda de assistentes, fez várias “manobras” com sucatas que deram formas a algumas de suas obras. Fotografadas do alto de uma torre, a 20 metros do solo, é possível perceber a grandiosidade de sua criação. Em um momento de seu depoimento, (precisamente aos 6’01’’ – para quem quiser conferir, basta clicar aqui e selecionar o vídeo correspondente), ele reconhece a contribuição de sua equipe, que fez uma intervenção para dar uma noção do reflexo da figura de Narciso (Caravaggio) na água. Os trechos do depoimento que destaquei no início deste post estão nessa parte .

Reprodução parcial TV - obra de Vik Muniz

Exposição: Masp, Av. Paulista, 1.578, até 12/7/2009.

Funcionário também é ‘público-alvo’

Postado em Principal com as tags , em Abril 21, 2009, Terça-feira, 17:55, por Luiz Santiago

People Marketing

Em ocasiões distintas em minha carreira, tive duas passagens por instituições financeiras. Na primeira, ainda me recordo da atitude de um gerente comercial que concedeu a todos os funcionários sob sua gestão o direito a utilizar cheque especial, contrato de financiamento de compras e cartão de crédito, produtos vinculados ao risco de cada perfil do cliente-funcionário.

Em condições normais, nenhum dos colaboradores alcançaria status suficiente para ter acesso a esses produtos. Além de envolver a equipe com a demonstração de sua confiança, criando consciência e responsabilidade em todos nós, a atitude daquele gerente possibilitou que compreendêssemos melhor as vantagens e características daqueles produtos. Os resultados foram surpreendentes: a equipe tornou-se destaque por meses consecutivos em campanhas comerciais que incluíam outros escritórios do grupo e o nível de satisfação dos clientes aumentou significativamente, pois adquiriam produtos com todas as informações essenciais, evitando cancelamentos desnecessários. Compreender o que a empresa vende, para quem vende e por que vende, é um passo que leva ao sucesso do negócio.

Por outro lado, cinco anos depois, vivenciei em uma outra instituição financeira o oposto: depois de participar ativamente da elaboração de uma campanha para lançamento de um cartão de crédito, procurei, por conta própria, adquirir o produto para utilizá-lo e compreender, como cliente, o seu uso e vantagens para então aperfeiçoar o processo de comunicação e fornecer subsídios ao marketing. Minha proposta de adesão, que passou por análise de crédito na própria empresa, foi sumariamente negada. O motivo? “Como funcionário, você não é target para o produto”.